Vim passar o feriado em Fortaleza, com minha família. Pela primeira vez voei pela Azul. O aeroporto de Porto Alegre estava um caos, a fila de embarque dava duas voltar ao redor do aeroporto (da parte interna dele, digo). A sorte era que eu tava com a Bi, uma amiga da Paraíba que também ia passar o feriado com a família, então não fiquei sozinha todo o tempo naquela fila.
Como o avião da Bi, que também ia pela azul, decolaria às 19h40 e já eram 19h25, deixaram que ela entrasse logo na sala de embarque, então fiquei o restante do tempo sozinha na fila, mas ela começou a andar mais rápido, então não foi tanto problema assim.
Chegando na sala de embarque, tinha um aviso informando que o vôo atrasaria em 40min. A bateria do meu note já tava pela metade e só tinha levado meus textos do francês pra fazer, mas já tinha me planejado para escrevê-los apenas no avião, então resolvi comprar duas revistas sobre meio-ambiente e alimentação vegana (esse meu tempo de Castelli tá me deixando meio zen...) pra ficar lendo. Ah, passei no cartão do papai, por sinal. Não que eu não tivesse dinheiro, mas resolvi passar no dele e esqueci de avisar. Esse texto foi a melhor forma que encontrei de dar o recado, já que ele só vai ler quando eu estiver bem longe! Sou esperta?
Enfim, o que eu fiz não importa muito, porque o meu objetivo nesse texto era falar sobre a Azul. Pois bem, o vôo atrasou uma hora e vinte, o cara ou esqueceu de chamar o vôo ou tinha a voz realmente muito baixa, porque um monte de gente, inclusive eu, teve que ir até o balcão para ter certeza de que era o momento de entrarmos em fila.
Depois que entramos no avião e todo mundo se acomodou, a comissária de bordo deu as boas-vindas, mas de uma forma um tanto quanto inusitada:
-Boa noite, pessoal!
-...
-Ah, eu não escutei, vocês estão muito fracos! De novo! Boa noite, pessoal!
-Boa noite!
Eu realmente não pensei que as pessoas fossem responder a isso, mas responderam. Sinal de que, apesar de toda essa seriedade e silêncio, nós ainda gostamos de coisas lúdicas. Confesso ter achado um pouco bizarro de início, mas pelo menos ela me fez rir, coisa que outras companhias aéreas não me proporcionam.
Quem me conhece sabe a cara que eu faço quando estou desgostosa com algum acontecimento e eu estava exatamente com essa feição quando entrei na azul. Afinal, era a primeira vez que viajava pela companhia e ela já estava atrasad. Isso sim me tira completamente do sério, mas essa comissária de bordo conseguiu reverter a situação, pelo menos comigo.
Quando ela foi se apresentar, citou também os nomes das outras duas comissárias e disse: “Vamos todos dar um tchauzinho pra que elas não fiquem enciumadas?”. O pior – ou melhor, o mais engraçado – de tudo era que as pessoas realmente obedeciam! E riam! A gente só via as mãos de todo mundo pro alto, dando tchau pras comissárias que mal conseguíamos ver.
Depois que todas as informações foram dadas em português, alguém falou em inglês, como de costume, mas não sei se foi a comissária. Quem falou não passou muito tempo na apresentação, mas foi o suficiente pra perceber que seu inglês era realmente muito bom. Isso sim, numa companhia aérea, é um feito très étonnant.
As opções para lanche também são diferentes. Podemos escolher entre vários snacks, inclusive integrais. Em outras companhias, o máximo que temos é a chance de escolher entre os sanduíches, isso quando eles são oferecidos.
Duas coisas que eu percebi na Azul é que eles não devem ter um POP para quando o passageiro chama um comissário, porque quando acionamos o botão e alguém vem nos atender, ao contrário do que outras companhias aéreas fazem – desligam o botão assim que chega ao passageiro – a Azul deixa o botão como está, então outro comissário acaba aparecendo depois perguntando se o cliente deseja alguma coisa, porque pensa que ele ainda não foi atendido. Pura perca de tempo para o comissário e inconveniência para o passageiro.
A outra coisa que vi e não gostei foi o uniforme. Além de ser azul e lembrar o Grêmio, ele não é elegante. Parecia que tinha tecido demais ali, como se a roupa não fosse feita sob medida e, por isso, ficasse frouxa na funcionária. Não que o uniforme tenha que ficar colado e marcando tudo, mas uma roupa ser solta é uma coisa, ser frouxa é outra completamente diferente.
No mais, foi isso mesmo. Só mais uma coisa que eles fazem de inusitado: sempre que o avião vai decolar ou aterrissar, a comissária pede para que levantemos a persiana da janela para “apreciar” a vista. Isso, obviamente, não precisa ser dito, mas o fato de alguém se preocupar com nossa vista faz com que nos sintamos mais importantes, mesmo que no fundo não passemos de um simples número de poltrona.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
Lidando com a decepção.
Se existe alguma pessoa no mundo que nunca se decepcionou ou se frustrou com alguém, ela deveria se considerar uma felizarda. Quando alguém é muito importante para nós, por mais que elas dêem mancadas e não nos tratem da forma que deveriam, continuamos indo atrás delas, fazendo tudo para ajudá-las, sem nos importarmos em ter nossas ações valorizadas ou reconhecidas.
Entretanto, depois de um tempo, simplesmente cansamos. Às vezes digo pras minhas amigas que invejo a forma com que várias pessoas levam as amizades hoje em dia – de uma forma um tanto quanto fria e indiferente –, porque desse modo fica mais difícil sofrermos tanto com as decepções.
Só que, por mais que eu tente, não consigo ser fria. Sou que nem cachorro: o dono trata mal, não dá carinho, mas, mesmo assim, o cão vai sempre correndo abanando o rabo quando ele chega. O dono, então, não valoriza o cachorro, porque sabe que ele vai continuar ali, no matter what. O que o dono não percebe é que depois de passar muito tempo dando patada e não valorizando a amizade oferecida, o cãozinho se resguarda e desiste, vê que não vale a pena todo o sofrimento por alguém que simplesmente não merece o seu amor.
Acredito que nunca existe uma situação tão ruim que não haja um lado bom. Decepcionar-se com alguém não é, por sinal, tão ruim assim. Claro que ficamos tristes ao ver que muitas vezes alguém que estimávamos tanto não é tudo aquilo (ou não é absolutamente nada) que imaginávamos, mas é muito melhor se decepcionar agora a continuar se enganando e fazendo tudo por alguém que não merece nada. Antes tarde do que nunca!
Além disso, nessas frustrações da vida, acabamos vendo quem realmente merece nosso amor e nossa amizade. Pessoas que antes não sabíamos serem tão importantes assim, pessoas que pensávamos não se importarem tanto conosco, mas que nos momentos difíceis e de desilusões, elas nos apóiam e não se acovardam em falar o que pensam, mesmo que isso signifique afastamento por parte de alguns.
Tudo o que posso dizer agora é que se enganar em relação a alguém não é o problema. O problema é quando vemos que estamos nos enganando, mas fechamos os olhos para isso. Quando não tomamos uma atitude, deixamos de valorizar quem realmente merece e continuamos sendo trouxas, fazendo tudo por alguém que não fez, não faz e não fará nada por nós.
Não há situação tão ruim onde não se possa tirar proveito ou lição!
Entretanto, depois de um tempo, simplesmente cansamos. Às vezes digo pras minhas amigas que invejo a forma com que várias pessoas levam as amizades hoje em dia – de uma forma um tanto quanto fria e indiferente –, porque desse modo fica mais difícil sofrermos tanto com as decepções.
Só que, por mais que eu tente, não consigo ser fria. Sou que nem cachorro: o dono trata mal, não dá carinho, mas, mesmo assim, o cão vai sempre correndo abanando o rabo quando ele chega. O dono, então, não valoriza o cachorro, porque sabe que ele vai continuar ali, no matter what. O que o dono não percebe é que depois de passar muito tempo dando patada e não valorizando a amizade oferecida, o cãozinho se resguarda e desiste, vê que não vale a pena todo o sofrimento por alguém que simplesmente não merece o seu amor.
Acredito que nunca existe uma situação tão ruim que não haja um lado bom. Decepcionar-se com alguém não é, por sinal, tão ruim assim. Claro que ficamos tristes ao ver que muitas vezes alguém que estimávamos tanto não é tudo aquilo (ou não é absolutamente nada) que imaginávamos, mas é muito melhor se decepcionar agora a continuar se enganando e fazendo tudo por alguém que não merece nada. Antes tarde do que nunca!
Além disso, nessas frustrações da vida, acabamos vendo quem realmente merece nosso amor e nossa amizade. Pessoas que antes não sabíamos serem tão importantes assim, pessoas que pensávamos não se importarem tanto conosco, mas que nos momentos difíceis e de desilusões, elas nos apóiam e não se acovardam em falar o que pensam, mesmo que isso signifique afastamento por parte de alguns.
Tudo o que posso dizer agora é que se enganar em relação a alguém não é o problema. O problema é quando vemos que estamos nos enganando, mas fechamos os olhos para isso. Quando não tomamos uma atitude, deixamos de valorizar quem realmente merece e continuamos sendo trouxas, fazendo tudo por alguém que não fez, não faz e não fará nada por nós.
Não há situação tão ruim onde não se possa tirar proveito ou lição!
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Deus, eu Te amo! - Parte I
A vida humana é tão frágil e nós sempre nos achamos tão imponentes. É interessante como podemos ser tão soberbos e nos acharmos tão poderosos, quando somos realmente tão frágeis e sem controle algum sobre nossa vida.
Na semana que mamãe esteve aqui comigo, passei por duas situações que nunca tinha visto. A primeira foi quando voltava da Castelli com duas amigas minhas. Enquanto conversávamos, duas gurias, também alunas da Castelli, iam atravessar a rua (uma esquina) e uma delas quase foi atropelada por uma senhora que, sem reação, carregou a menina enquanto dobrava a esquina e só foi parar o carro depois de alguns segundos. A sorte (pra quem acredita nisso; eu, não) foi que a menina ficou se segurando no carro e andando pra trás pra que ele não passasse por cima dela.
Quando o carro parou, fomos pegá-la no meio da rua, ela ainda estava em pé, tremendo e completamente nervosa. A senhora desceu do carro ainda perdida, ofereceu carona para levá-la ao médico e pediu pra deixar o número dela. Felizmente não houve nenhum problema, só o terno da Castelli que ficou abarrotado.
A outra situação que presenciei foi quando ia pra Castelli no período da tarde. Passando em frente à Gisele, como de costume, um senhor estava caído na calçada, tinham duas pessoas ajudando, outra ligando pra ambulância e um menino chorando chamando pelo avô, que era o homem no chão. O senhor não conseguia respirar direito e tava se tremendo todo.
Nunca sabemos como vai ser o decorrer do nosso dia. A gente sempre parece tão auto-suficiente, tão cheio de poder, mas basta um tropeço, uma falta de atenção ao atravessar a rua, uma simples mudança de trajeto, para fazer com que toda a nossa vida mude de uma hora para outra.
Por isso temos que agradecer a Deus todos os dias pela nossa vida e por acordarmos todos os dias, por mais uma oportunidade que Ele nos deu para recomeçar, para abraçar, rir, pedir desculpas, aproveitar os amigos e a família, conhecer novas pessoas e, acima de tudo, dizer aos que realmente amamos o quanto eles são amados por nós.
Não deixe de dizer às pessoas que você as ama. Amanhã pode ser muito tarde. E não esqueçamos, claro, de dizer a Deus o quanto nós O amamos. Quantas vezes eu oro e nunca verbalizo o meu amor por Ele? Nunca tinha parado pra pensar a respeito, até passar por essas duas situações.
Deus sabe tudo, mas não significa que não queira ouvir da nossa boca o quanto Ele é importante para nós.
Na semana que mamãe esteve aqui comigo, passei por duas situações que nunca tinha visto. A primeira foi quando voltava da Castelli com duas amigas minhas. Enquanto conversávamos, duas gurias, também alunas da Castelli, iam atravessar a rua (uma esquina) e uma delas quase foi atropelada por uma senhora que, sem reação, carregou a menina enquanto dobrava a esquina e só foi parar o carro depois de alguns segundos. A sorte (pra quem acredita nisso; eu, não) foi que a menina ficou se segurando no carro e andando pra trás pra que ele não passasse por cima dela.
Quando o carro parou, fomos pegá-la no meio da rua, ela ainda estava em pé, tremendo e completamente nervosa. A senhora desceu do carro ainda perdida, ofereceu carona para levá-la ao médico e pediu pra deixar o número dela. Felizmente não houve nenhum problema, só o terno da Castelli que ficou abarrotado.
A outra situação que presenciei foi quando ia pra Castelli no período da tarde. Passando em frente à Gisele, como de costume, um senhor estava caído na calçada, tinham duas pessoas ajudando, outra ligando pra ambulância e um menino chorando chamando pelo avô, que era o homem no chão. O senhor não conseguia respirar direito e tava se tremendo todo.
Nunca sabemos como vai ser o decorrer do nosso dia. A gente sempre parece tão auto-suficiente, tão cheio de poder, mas basta um tropeço, uma falta de atenção ao atravessar a rua, uma simples mudança de trajeto, para fazer com que toda a nossa vida mude de uma hora para outra.
Por isso temos que agradecer a Deus todos os dias pela nossa vida e por acordarmos todos os dias, por mais uma oportunidade que Ele nos deu para recomeçar, para abraçar, rir, pedir desculpas, aproveitar os amigos e a família, conhecer novas pessoas e, acima de tudo, dizer aos que realmente amamos o quanto eles são amados por nós.
Não deixe de dizer às pessoas que você as ama. Amanhã pode ser muito tarde. E não esqueçamos, claro, de dizer a Deus o quanto nós O amamos. Quantas vezes eu oro e nunca verbalizo o meu amor por Ele? Nunca tinha parado pra pensar a respeito, até passar por essas duas situações.
Deus sabe tudo, mas não significa que não queira ouvir da nossa boca o quanto Ele é importante para nós.
domingo, 5 de setembro de 2010
Como é bom ter companhia!
Ontem mamãe voltou pra Fortaleza. Ela veio passar uma semana comigo aqui em Canela pra aproveitar o último semestre que tenho no Brasil antes de estagiar na França (isso se não me negarem o visto, claro hehe).
Engraçado que por mais tempo que já tenha morado longe dos meus pais, por mais independente (em certos aspectos) que tenha me tornado, por mais que tenha aprendido a viver sozinha e não sinta tanta saudade quanto antes, basta um dia, um único dia, pra ver que uma boa parte de tudo o que pensava está completamente errado.
Consigo resolver meus problemas, já não preciso mais dos meus pais ligando de Fortaleza pra Canela pra solucionar as besteiras que me afligem; aprendi a preencher meu dia e não ficar entediada; faço meu livro-caixa do jeitinho que papi me ensinou quando ainda era uma pirralha que precisava da mamãe cantando pra dormir e deixo a casa o mais vazio possível pra não me dar trabalho quando tiver que limpar do jeito prático que minha mãe me ensinou. A faxineira faz o trabalho "sujo" depois. Eu só inicio. =P
Mas se tem uma coisa que não aprendi foi a viver sozinha. Aprender a lidar com a saudade, isso eu aprendi. Mas a viver sozinha? Não. E fico muito feliz com isso. O ser humano não nasceu para viver sozinho, se assim o fosse, Adão não se sentiria só e Deus não teria criado Eva.
Claro que precisamos de nossos momentos sem ninguém por perto para descansar um pouco, colocar os pensamentos em ordem, mas isso não é bom quando deixam de ser apenas momentos.
Por mais frio, indiferente ou solitário que fiquemos, precisamos de apenas um dia com pessoas que nos fazem bem para vermos como é infinitamente melhor ter gente por perto, compartilhando o dia, as felicidades, as inquietações, as conquistas, a raiva ou qualquer outro momento, quer seja bom ou ruim, relevante ou não.
Claro que existem também os pontos negativos, mas se tabularmos e compararmos os pontos positivos e negativos, vai ser visível a superabundância dos pontos positivos comparados aos dos negativos.
Com outra pessoa morando conosco, até a refeição fica melhor. Fazia séculos que não tomava café-da-manhã antes de ir pra Castelli, porque o melhor de preparar uma refeição é ter alguém pra dividir a mesa e a conversa. Se for pra comer por comer, pego qualquer besteira na padaria e levo pra casa.
Anyways, mami foi embora ontem e o aniversário dela é hoje. Agora ela tá compartilhando um café-da-manhã delicioso com papai e vovó enquanto coloca toda a conversa em dia.

Obrigada por ter feito companhia pra filhota aqui durante todos esses dias, mami, e por me fazer lembrar que não sei (e muito menos quero) viver sozinha, por mais independente que eu fique.
Você é a melhor mãe do mundo e, de longe, a minha melhor amiga!
Engraçado que por mais tempo que já tenha morado longe dos meus pais, por mais independente (em certos aspectos) que tenha me tornado, por mais que tenha aprendido a viver sozinha e não sinta tanta saudade quanto antes, basta um dia, um único dia, pra ver que uma boa parte de tudo o que pensava está completamente errado.
Consigo resolver meus problemas, já não preciso mais dos meus pais ligando de Fortaleza pra Canela pra solucionar as besteiras que me afligem; aprendi a preencher meu dia e não ficar entediada; faço meu livro-caixa do jeitinho que papi me ensinou quando ainda era uma pirralha que precisava da mamãe cantando pra dormir e deixo a casa o mais vazio possível pra não me dar trabalho quando tiver que limpar do jeito prático que minha mãe me ensinou. A faxineira faz o trabalho "sujo" depois. Eu só inicio. =P
Mas se tem uma coisa que não aprendi foi a viver sozinha. Aprender a lidar com a saudade, isso eu aprendi. Mas a viver sozinha? Não. E fico muito feliz com isso. O ser humano não nasceu para viver sozinho, se assim o fosse, Adão não se sentiria só e Deus não teria criado Eva.
Claro que precisamos de nossos momentos sem ninguém por perto para descansar um pouco, colocar os pensamentos em ordem, mas isso não é bom quando deixam de ser apenas momentos.
Por mais frio, indiferente ou solitário que fiquemos, precisamos de apenas um dia com pessoas que nos fazem bem para vermos como é infinitamente melhor ter gente por perto, compartilhando o dia, as felicidades, as inquietações, as conquistas, a raiva ou qualquer outro momento, quer seja bom ou ruim, relevante ou não.
Claro que existem também os pontos negativos, mas se tabularmos e compararmos os pontos positivos e negativos, vai ser visível a superabundância dos pontos positivos comparados aos dos negativos.
Com outra pessoa morando conosco, até a refeição fica melhor. Fazia séculos que não tomava café-da-manhã antes de ir pra Castelli, porque o melhor de preparar uma refeição é ter alguém pra dividir a mesa e a conversa. Se for pra comer por comer, pego qualquer besteira na padaria e levo pra casa.
Anyways, mami foi embora ontem e o aniversário dela é hoje. Agora ela tá compartilhando um café-da-manhã delicioso com papai e vovó enquanto coloca toda a conversa em dia.

Obrigada por ter feito companhia pra filhota aqui durante todos esses dias, mami, e por me fazer lembrar que não sei (e muito menos quero) viver sozinha, por mais independente que eu fique.
Você é a melhor mãe do mundo e, de longe, a minha melhor amiga!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Feliz dia dos pais, papi!
Falar de quem amamos é sempre uma tarefa difícil, principalmente quando esse alguém, além de ser amado incondicionalmente, é um dos maiores responsáveis por quem nós somos.
Ontem foi dia dos pais e queria escrever algo especial pro papai, mas ele sempre recebe as mesmas cartinhas e escuta as mesmas coisas. A única coisa que ele nunca ganha é presente, porque ele sempre faz questão de dizer que não quer e eu, como estudante falida que sou, faço questão de obedecer a risca esse pedido.
Se eu fosse listar todas as qualidades do papai, tudo o que eu admiro nele, o porquê de ele ser um grande exemplo de pai, marido, amigo, filho, irmão e comerciante, os ecochatos pirariam com o número de folhas que gastaria.
Desde que me conheço por gente – e olha que já não sou mais nenhuma criancinha – papai nunca tirou férias. O mais interessante nisso tudo é que, mesmo com todo o trabalho que ele sempre teve, apesar de ficar dois turnos trabalhando enquanto eu e Natan ficávamos esses dois turnos na escola, nunca me senti órfã de carinho por parte dele, nunca senti que faltava alguma coisa, pelo contrário, apesar de muitas vezes nos vermos apenas depois das 17h (quando estava no ensino fundamental), papai sempre esteve presente na minha vida.
Certas coisas não esquecemos nunca, e tem uma que me lembro muito bem e sempre encho os olhos de lágrima quando falo a respeito. Quando estava na segunda série, a professora Isabel fez uma provinha de multiplicação para os alunos, e eu não conseguia acertar nenhuma questão. Comecei a chorar desesperada e não sabia o que estava fazendo de errado. Chegando em casa, falei pro papai o que tinha acontecido e ele imediatamente me levou pra garagem, onde tinha uma lousa fixada, e me ensinou a multiplicar. No outro dia, quando refiz a prova, acertei todas as questões.
Outra vez, quando já estava na quinta-série, papai sentou ao meu lado na mesa da sala pra me ajudar na matemática, e eu fiz uma conta básica de somar nos dedos. Resultado? A indignação do papi foi tão grande que no outro dia eu estava matriculada no Kumon.
Quando eu tinha 8 anos, tava tendo o campeonato internacional de windsurf no Beach Park e papi me levou pra assistir. Lá eu me apaixonei pelo esporte e disse que queria aprender. No outro dia, depois da aula, papai já estava me levando pra minha primeira aula de windsurf com o professor Kong. Enquanto eu velejava, papi ficava de um lado para o outro na beira do mar, com um binóculo nada fashion, cuidando de mim e me assistindo.
Mami sempre gostou de doces e tortas. Uma tarde ela ficou morrendo de vontade de comer torta, mas por algum motivo que não me recordo agora, ela não comeu. Enquanto mamãe dava uma descansada de tarde, papai saiu. Quando ela acordou, ele não estava, mas eu disse que era porque ele tinha ido alugar um filme, o que era verdade. Quando ele chegou, além de trazer um filme consigo, trouxe também um quarto de torta pra mamãe. Nunca esqueci da forma com que eles se olharam naquele dia, nem da felicidade da mamãe e do abraço que ela deu no papai na mesma hora.
Eu só tenho a agradecer a Deus por ter um pai tão carinhoso e presente na minha vida, por ter ensinado a mim e ao meu irmão valores que levarei sempre comigo, mas, principalmente, agradeço por ter me mostrado o caminho que nos leva a Deus: Jesus.
Como já falei numa outra carta, por mais que eu saiba que não estaremos sempre juntos na terra, o que me alegra é saber que quando ambos já não estivermos mais aqui, viveremos juntos eternamente, próximos do nosso Salvador.
É tão bom saber que a vida não é só essa e que nos veremos novamente, mesmo após a morte.
Papi, eu te amo! E quando você diz que filho é uma raça ingrata, acredite, você tem toda a razão, porque por mais que eu te ame, por mais que eu te admire, por mais que saiba todo o esforço que você faz para nos manter fora do estado, mesmo assim eu sou impaciente, sou grosseira e, por diversas vezes, monossilábica. Eu sei que vocês gostariam que eu conversasse mais, falasse mais, mas meu jeito calado às vezes me impossibilita conseguir me expressar da forma com que gostaria.
Anyways, mesmo muitas vezes não demonstrando, eu te amo muito! Você é, de longe, uma das pessoas mais importantes da minha vida!
Ontem foi dia dos pais e queria escrever algo especial pro papai, mas ele sempre recebe as mesmas cartinhas e escuta as mesmas coisas. A única coisa que ele nunca ganha é presente, porque ele sempre faz questão de dizer que não quer e eu, como estudante falida que sou, faço questão de obedecer a risca esse pedido.
Se eu fosse listar todas as qualidades do papai, tudo o que eu admiro nele, o porquê de ele ser um grande exemplo de pai, marido, amigo, filho, irmão e comerciante, os ecochatos pirariam com o número de folhas que gastaria.
Desde que me conheço por gente – e olha que já não sou mais nenhuma criancinha – papai nunca tirou férias. O mais interessante nisso tudo é que, mesmo com todo o trabalho que ele sempre teve, apesar de ficar dois turnos trabalhando enquanto eu e Natan ficávamos esses dois turnos na escola, nunca me senti órfã de carinho por parte dele, nunca senti que faltava alguma coisa, pelo contrário, apesar de muitas vezes nos vermos apenas depois das 17h (quando estava no ensino fundamental), papai sempre esteve presente na minha vida.
Certas coisas não esquecemos nunca, e tem uma que me lembro muito bem e sempre encho os olhos de lágrima quando falo a respeito. Quando estava na segunda série, a professora Isabel fez uma provinha de multiplicação para os alunos, e eu não conseguia acertar nenhuma questão. Comecei a chorar desesperada e não sabia o que estava fazendo de errado. Chegando em casa, falei pro papai o que tinha acontecido e ele imediatamente me levou pra garagem, onde tinha uma lousa fixada, e me ensinou a multiplicar. No outro dia, quando refiz a prova, acertei todas as questões.
Outra vez, quando já estava na quinta-série, papai sentou ao meu lado na mesa da sala pra me ajudar na matemática, e eu fiz uma conta básica de somar nos dedos. Resultado? A indignação do papi foi tão grande que no outro dia eu estava matriculada no Kumon.
Quando eu tinha 8 anos, tava tendo o campeonato internacional de windsurf no Beach Park e papi me levou pra assistir. Lá eu me apaixonei pelo esporte e disse que queria aprender. No outro dia, depois da aula, papai já estava me levando pra minha primeira aula de windsurf com o professor Kong. Enquanto eu velejava, papi ficava de um lado para o outro na beira do mar, com um binóculo nada fashion, cuidando de mim e me assistindo.
Mami sempre gostou de doces e tortas. Uma tarde ela ficou morrendo de vontade de comer torta, mas por algum motivo que não me recordo agora, ela não comeu. Enquanto mamãe dava uma descansada de tarde, papai saiu. Quando ela acordou, ele não estava, mas eu disse que era porque ele tinha ido alugar um filme, o que era verdade. Quando ele chegou, além de trazer um filme consigo, trouxe também um quarto de torta pra mamãe. Nunca esqueci da forma com que eles se olharam naquele dia, nem da felicidade da mamãe e do abraço que ela deu no papai na mesma hora.
Eu só tenho a agradecer a Deus por ter um pai tão carinhoso e presente na minha vida, por ter ensinado a mim e ao meu irmão valores que levarei sempre comigo, mas, principalmente, agradeço por ter me mostrado o caminho que nos leva a Deus: Jesus.
Como já falei numa outra carta, por mais que eu saiba que não estaremos sempre juntos na terra, o que me alegra é saber que quando ambos já não estivermos mais aqui, viveremos juntos eternamente, próximos do nosso Salvador.
É tão bom saber que a vida não é só essa e que nos veremos novamente, mesmo após a morte.
Papi, eu te amo! E quando você diz que filho é uma raça ingrata, acredite, você tem toda a razão, porque por mais que eu te ame, por mais que eu te admire, por mais que saiba todo o esforço que você faz para nos manter fora do estado, mesmo assim eu sou impaciente, sou grosseira e, por diversas vezes, monossilábica. Eu sei que vocês gostariam que eu conversasse mais, falasse mais, mas meu jeito calado às vezes me impossibilita conseguir me expressar da forma com que gostaria.
Anyways, mesmo muitas vezes não demonstrando, eu te amo muito! Você é, de longe, uma das pessoas mais importantes da minha vida!
sábado, 31 de julho de 2010
Homem Machista é Pra Casar!
A Super Interessante mostrou uma pesquisa realizada por duas americanas que disseram que homens machistas eram maridos melhores. Quando eu vi o título, sinceramente, não me surpreendi.
A pesquisa foi feita com 102 homens e o estudo é apenas preliminar. De acordo com a revista, a pesquisa considerou machista o homem que considera a mulher apenas um ser mais frágil, que precisa de maiores cuidados e proteção.
Se isso é ser machista, é justamente esse tipo de homem que prefiro! Se for pra ficar com um alguém que não me deixe segura e nem me dê proteção, é melhor ficar sozinha mesmo.
A pesquisa foi feita com 102 homens e o estudo é apenas preliminar. De acordo com a revista, a pesquisa considerou machista o homem que considera a mulher apenas um ser mais frágil, que precisa de maiores cuidados e proteção.
Se isso é ser machista, é justamente esse tipo de homem que prefiro! Se for pra ficar com um alguém que não me deixe segura e nem me dê proteção, é melhor ficar sozinha mesmo.
domingo, 25 de julho de 2010
Sabrina e traições
Eu desisto de assistir a alguns filmes só pela capa, com outros apenas me desanimo, mas, ainda assim, assisto. Sempre fui fã de carteirinha do Harrison Ford e vi que papai tinha comprado mais um DVD onde ele era um dos protagonistas: Sabrina.
A capa não me animou muito, mas como era com o Harrison, perguntei aos meus pais se eles gostavam do filme. Mamãe prontamente disse que sim, papai foi dizendo que era pra toda a família, excelente. O filme, pelo visto, era daqueles romances com alguma comédia, meio água com açúcar, no estilo que eu não gosto.
Filme romântico com veia humorística dificilmente é bom, até porque quase nunca o que era pra ser engraçado realmente é. O roteirista e o diretor do filme tem que ser muito bons pra conseguir misturar romance e comédia. Isso, claro, é a opinião de quem não entende bulhufas de cinema e que adora palpitar sem saber de nada pelo simples prazer de fazê-lo.
O que estragou o filme, pra mim, foi no início – na verdade, a cena foi mais ou menos no início, mas não bem no início; foi depois do início e antes do meio – quando Sabrina volta de uma temporada na França. Antes disso, ela morava na mansão de uma família rica (óbvio que era rica, já que a família tinha uma mansão), porque era a filha do choffeur. A família era composta pela mãe e pelos dois filhos. O pai era falecido. Sabrina era apaixonada por David, filho mais novo que, como sempre tem que ter uma ovelha negra, apesar de inteligente, era um mulherengo que nunca aparecia pra trabalhar, levava a vida a jogar tênis, ter encontros de dois dias com quem quer que fosse e ganhar uma mesadinha nada insignificante da empresa da família, onde ele tinha um escritório que nem sequer sabia mais onde ficava. Já o Linus, o irmão mais velho, era justamente o contrário. O workaholic em pessoa.
Anyways, a mãe desses dois conseguiu um emprego pra Sabrina na França e ela resolveu ir. Os funcionários da casa, incluindo seu pai, achavam que essa seria uma forma dela esquecer David, que foi seu amor platônico por todos esses anos. Com o passar do tempo, Sabrina foi começando a esquecê-lo, até ficar sabendo de seu noivado com uma médica pediatra, filha de um rico empresário que iria fechar acordo com a empresa dos Larabee.
Alors, quando Sabrina voltou de Paris, ela era uma mulher completamente diferente. Voltou mais bonita e jeitosa, além de um cabelo curto e bem mais bonito. Quando David a viu, logo se apaixonou e convidou-a para mais uma das várias festas que a família estava organizando, dessa vez para comemorar o aniversário da mãe. Sabrina, sem pensar duas vezes, aceitou. Na festa de aniversário estavam presentes os futuros sogros de David. A noiva estava viajando e não pode comparecer.
Sabrina foi muito bem arrumada para o aniversário, onde se encontrou com David, conversou e dançou com ele de forma que se eu fosse a noiva dele e presenciasse a cena, faria com que o pouco cabelo que restou de Sabrina após seu corte na França fosse resumido a nada.
Como David sempre fazia com suas presas (e Sabrina sabia muito bem disso, já que vivia espionando cada respirar dele), pediu para que a moça o encontrasse no Solarium. Enquanto isso, ele pegaria uma garrafa de champagne, duas taças – que seriam colocadas no seu bolso traseiro – e pediria para a orquestra tocar uma música cujo nome não me recordo.
O que mais me revoltou nessa parte do filme foi não apenas Sabrina saber que esse convite não a faria mais ou menos especial do que qualquer outra garota que ele tenha convidado ao solarium, mas ver que ela concordou em ir até lá, tendo consciência da desoriginalidade da cantada e, principalmente, sabendo do noivado de David.
Além disso, o que é também ridículo, é que ela só não se igualou a uma qualquer pelo simples fato de David, estúpido como naturalmente deveria ser, ter sentado com as duas taças no seu traseiro durante um rápido bate-papo entre ele, Linus e a mãe, sobre o seu comportamento com Sabrina, impedindo seu comparecimento ao solarium.
Mas a gota d’água para a minha indignação, na verdade, não foi o filme, apesar de ter alugado os ouvidos da minha mãe pra expressar toda a minha revolta, mas ter lido na revista Contigo!, enquanto fazia minhas unhas, que Cássio Reis e Danielle Winits tinham se separado e o pivô foi Jônatas Faro, de 22 anos, um pirralho que mal deixou de usar fralda. Após alguns anos de casados e o nascimento de um filho, a união acabou por causa de um menino mais de uma década mais novo que a mulher.
Pra tudo há perdão, mas a mágoa sempre fica. E se tem uma coisa que eu não consigo admitir é traição. Além de ser de uma frieza muito grande por parte de quem trai, é muita falta de caráter e uma covardia tremenda agir pelas costas, escondido. É vergonhoso saber que alguém prometeu no altar amar alguém até que a morte os separasse, fazer votos e mais votos de felicidade, pra depois tomar uma atitude dessas. Ora, pra quê se casa, então? É melhor ficar solteiro, se for pra ser assim.
Claro que as pessoas podem se enganar e perceber depois que o casamento foi um engano, o que, para mim, não é justificativa para um divórcio, porque muito, mas muito dificilmente alguém casa enganado, mas se for pra trair, que seja ao menos sincero com o cônjuge e caia fora do relacionamento antes de agir dessa forma ou então, ao expor suas fraquezas, tente melhorar a relação. Ninguém é tão desimportante a ponto de merecer ser tratado de forma tão desumana e cruel.
Não gostei de Sabrina. Assim como nunca gostei de “O Encantador de Cavalos”. São dois filmes que passo longe quando busco algum dos DVDs do papai para passar o tempo.
A capa não me animou muito, mas como era com o Harrison, perguntei aos meus pais se eles gostavam do filme. Mamãe prontamente disse que sim, papai foi dizendo que era pra toda a família, excelente. O filme, pelo visto, era daqueles romances com alguma comédia, meio água com açúcar, no estilo que eu não gosto.
Filme romântico com veia humorística dificilmente é bom, até porque quase nunca o que era pra ser engraçado realmente é. O roteirista e o diretor do filme tem que ser muito bons pra conseguir misturar romance e comédia. Isso, claro, é a opinião de quem não entende bulhufas de cinema e que adora palpitar sem saber de nada pelo simples prazer de fazê-lo.
O que estragou o filme, pra mim, foi no início – na verdade, a cena foi mais ou menos no início, mas não bem no início; foi depois do início e antes do meio – quando Sabrina volta de uma temporada na França. Antes disso, ela morava na mansão de uma família rica (óbvio que era rica, já que a família tinha uma mansão), porque era a filha do choffeur. A família era composta pela mãe e pelos dois filhos. O pai era falecido. Sabrina era apaixonada por David, filho mais novo que, como sempre tem que ter uma ovelha negra, apesar de inteligente, era um mulherengo que nunca aparecia pra trabalhar, levava a vida a jogar tênis, ter encontros de dois dias com quem quer que fosse e ganhar uma mesadinha nada insignificante da empresa da família, onde ele tinha um escritório que nem sequer sabia mais onde ficava. Já o Linus, o irmão mais velho, era justamente o contrário. O workaholic em pessoa.
Anyways, a mãe desses dois conseguiu um emprego pra Sabrina na França e ela resolveu ir. Os funcionários da casa, incluindo seu pai, achavam que essa seria uma forma dela esquecer David, que foi seu amor platônico por todos esses anos. Com o passar do tempo, Sabrina foi começando a esquecê-lo, até ficar sabendo de seu noivado com uma médica pediatra, filha de um rico empresário que iria fechar acordo com a empresa dos Larabee.
Alors, quando Sabrina voltou de Paris, ela era uma mulher completamente diferente. Voltou mais bonita e jeitosa, além de um cabelo curto e bem mais bonito. Quando David a viu, logo se apaixonou e convidou-a para mais uma das várias festas que a família estava organizando, dessa vez para comemorar o aniversário da mãe. Sabrina, sem pensar duas vezes, aceitou. Na festa de aniversário estavam presentes os futuros sogros de David. A noiva estava viajando e não pode comparecer.
Sabrina foi muito bem arrumada para o aniversário, onde se encontrou com David, conversou e dançou com ele de forma que se eu fosse a noiva dele e presenciasse a cena, faria com que o pouco cabelo que restou de Sabrina após seu corte na França fosse resumido a nada.
Como David sempre fazia com suas presas (e Sabrina sabia muito bem disso, já que vivia espionando cada respirar dele), pediu para que a moça o encontrasse no Solarium. Enquanto isso, ele pegaria uma garrafa de champagne, duas taças – que seriam colocadas no seu bolso traseiro – e pediria para a orquestra tocar uma música cujo nome não me recordo.
O que mais me revoltou nessa parte do filme foi não apenas Sabrina saber que esse convite não a faria mais ou menos especial do que qualquer outra garota que ele tenha convidado ao solarium, mas ver que ela concordou em ir até lá, tendo consciência da desoriginalidade da cantada e, principalmente, sabendo do noivado de David.
Além disso, o que é também ridículo, é que ela só não se igualou a uma qualquer pelo simples fato de David, estúpido como naturalmente deveria ser, ter sentado com as duas taças no seu traseiro durante um rápido bate-papo entre ele, Linus e a mãe, sobre o seu comportamento com Sabrina, impedindo seu comparecimento ao solarium.
Mas a gota d’água para a minha indignação, na verdade, não foi o filme, apesar de ter alugado os ouvidos da minha mãe pra expressar toda a minha revolta, mas ter lido na revista Contigo!, enquanto fazia minhas unhas, que Cássio Reis e Danielle Winits tinham se separado e o pivô foi Jônatas Faro, de 22 anos, um pirralho que mal deixou de usar fralda. Após alguns anos de casados e o nascimento de um filho, a união acabou por causa de um menino mais de uma década mais novo que a mulher.
Pra tudo há perdão, mas a mágoa sempre fica. E se tem uma coisa que eu não consigo admitir é traição. Além de ser de uma frieza muito grande por parte de quem trai, é muita falta de caráter e uma covardia tremenda agir pelas costas, escondido. É vergonhoso saber que alguém prometeu no altar amar alguém até que a morte os separasse, fazer votos e mais votos de felicidade, pra depois tomar uma atitude dessas. Ora, pra quê se casa, então? É melhor ficar solteiro, se for pra ser assim.
Claro que as pessoas podem se enganar e perceber depois que o casamento foi um engano, o que, para mim, não é justificativa para um divórcio, porque muito, mas muito dificilmente alguém casa enganado, mas se for pra trair, que seja ao menos sincero com o cônjuge e caia fora do relacionamento antes de agir dessa forma ou então, ao expor suas fraquezas, tente melhorar a relação. Ninguém é tão desimportante a ponto de merecer ser tratado de forma tão desumana e cruel.
Não gostei de Sabrina. Assim como nunca gostei de “O Encantador de Cavalos”. São dois filmes que passo longe quando busco algum dos DVDs do papai para passar o tempo.
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