Eu nunca gostei de BBB, aliás, é um programa esdrúxulo, com pessoas que conseguem ser ainda mais esdrúxulas.
Mesmo não assistindo, estou a par de tudo o que ocorre na casa, pois sigo a Folha de São Paulo no twitter e sempre aparece notícias de todos os estilos.
Na quinta-feira da semana passada me chamou a atenção uma notícia sobre um possível inquérito que a Globo teria que responder por conta de algumas afirmações homofóbicas feitas por Dourado durante o programa[1].
Sinceramente não suporto essa pseudo-santidade nas pessoas, essa hiprocrisia ao se chocar com uma frase do Dourado como se nós também não tivéssemos nossos preconceitos.
Se o Serginho - outro participante do BBB10 - falar algo sobre heterossexuais, duvido que apareça um processo na casa dele. Não existe essa balela de direitos iguais. As minorias sempre tem mais direitos, o que é uma tremenda injustiça.
Se aparece uma pessoa negra usando uma blusa com os dizeres "raça negra" ou "100% negro", não tem problema nenhum. Agora coloca um branco fazendo isso que todo mundo começa a chamar de nazista.
Um homossexual fazer passeata é uma forma de se expressar, já um heterossexual é uma afronta. Orgulho gay, pode. Orgulho hétero, não. Qualquer palavrinha que usamos pode nos fazer ser processados por danos morais.
São essas liberdades parciais que me revoltam, me frustram. Alguns grupos podem se expressar, outros, não. Que tipo de liberdade é essa, que só serve pra uma parte da população?
Na aula de Legislação meu professor estava falando sobre danos morais. Pois bem, danos morais, pra mim, pode se resumir em uma única palavra: frescura. Quem processa uma pessoa por danos morais tem mais é que ir pra um psicólogo. É muito complexo de inferioridade pro meu gosto.
Não assisto BBB, não gosto. Mas, a partir de hoje, torço pelo Dourado. Até o fim.
[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u702091.shtml
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sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Hospital 5 estrelas ou de 5ª categoria?
Fui ontem a uma consulta médica com minha mãe no melhor hospital do Ceará. Supostamente.
A consulta estava marcada pras 14h20. Deu 14h30 e não fomos chamadas. Olhei pro relógio novamente: 14h45. Confesso que não sou uma pessoa muito paciente, o que me fez ir à atendente perguntar o porquê do atraso e que horas seríamos atendidas.
A atendente, com a maior cara lavada, explicou que a outra garota que trabalha com a médica marcou as consultas de cinco em cinco minutos. Não acreditei quando ouvi isso. Ou essa menina achava que a médica era muito ninja pra conseguir consultar alguém em cinco minutos ou a capacidade mental da secretária é que era pequena mesmo. Fico com a segunda opção.
Perguntei quantas pessoas ainda estavam na nossa frente. Seis. Que maravilha. Como ainda tínhamos que fazer algumas compras, mamãe e eu fomos fazê-las enquanto todas essas pessoas eram atendidas.
Ao finalizarmos as compras e voltarmos ao hospital, ainda tinham duas pessoas na nossa frente. Retirei minha revista Runners e fiquei lendo – ou tentando – enquanto não nos chamavam.
Durante a leitura, era possível escutar berros de um lado ao outro da recepção do hospital. Levantei minha cabeça pra ver o que era aquilo. Eram as recepcionistas falando umas com as outras, super alto, na maior cara de pau e falta de educação. Lembrei-me das aulas de legislação de trânsito: não podemos passar com nosso carro buzinando em frente a hospitais a fim de não perturbar os pacientes. Só não sei do que adianta não ter barulho do lado de fora, mas ter uma zorra do lado de dentro. Pra mim não faz muito nexo; talvez pro hospital, sim.
Pra completar minha indignação, as secretárias ficavam comendo no balcão. No balcão! Cadê a etiqueta nessas horas? Não tem nada pior do que ir falar com alguém na recepção e a pessoa ficar fazendo gestinhos de “pare” com as mãos para que espere a comida descer goela abaixo. Se a pessoa está com tanta fome que não pode esperar, por que não vai a um lugar reservado comer? Como alguém pode se portar de forma tão bárbara em um hospital de nível considerado superior?
Essas três situações foram suficientes para me revoltar. Mas a médica, que nos atendeu às 16h, fez questão de fechar o dia com chave de ouro ao atender a uma ligação particular na hora de consulta, levando mais 10 minutos do meu tempo.
Tem gente que ainda não sabe o perigo de deixar um cliente irado. E é porque minha consulta não era de graça. Imagina se o fosse.
A consulta estava marcada pras 14h20. Deu 14h30 e não fomos chamadas. Olhei pro relógio novamente: 14h45. Confesso que não sou uma pessoa muito paciente, o que me fez ir à atendente perguntar o porquê do atraso e que horas seríamos atendidas.
A atendente, com a maior cara lavada, explicou que a outra garota que trabalha com a médica marcou as consultas de cinco em cinco minutos. Não acreditei quando ouvi isso. Ou essa menina achava que a médica era muito ninja pra conseguir consultar alguém em cinco minutos ou a capacidade mental da secretária é que era pequena mesmo. Fico com a segunda opção.
Perguntei quantas pessoas ainda estavam na nossa frente. Seis. Que maravilha. Como ainda tínhamos que fazer algumas compras, mamãe e eu fomos fazê-las enquanto todas essas pessoas eram atendidas.
Ao finalizarmos as compras e voltarmos ao hospital, ainda tinham duas pessoas na nossa frente. Retirei minha revista Runners e fiquei lendo – ou tentando – enquanto não nos chamavam.
Durante a leitura, era possível escutar berros de um lado ao outro da recepção do hospital. Levantei minha cabeça pra ver o que era aquilo. Eram as recepcionistas falando umas com as outras, super alto, na maior cara de pau e falta de educação. Lembrei-me das aulas de legislação de trânsito: não podemos passar com nosso carro buzinando em frente a hospitais a fim de não perturbar os pacientes. Só não sei do que adianta não ter barulho do lado de fora, mas ter uma zorra do lado de dentro. Pra mim não faz muito nexo; talvez pro hospital, sim.
Pra completar minha indignação, as secretárias ficavam comendo no balcão. No balcão! Cadê a etiqueta nessas horas? Não tem nada pior do que ir falar com alguém na recepção e a pessoa ficar fazendo gestinhos de “pare” com as mãos para que espere a comida descer goela abaixo. Se a pessoa está com tanta fome que não pode esperar, por que não vai a um lugar reservado comer? Como alguém pode se portar de forma tão bárbara em um hospital de nível considerado superior?
Essas três situações foram suficientes para me revoltar. Mas a médica, que nos atendeu às 16h, fez questão de fechar o dia com chave de ouro ao atender a uma ligação particular na hora de consulta, levando mais 10 minutos do meu tempo.
Tem gente que ainda não sabe o perigo de deixar um cliente irado. E é porque minha consulta não era de graça. Imagina se o fosse.
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Aprendendo Com a Gafe do Boris.
Não vim aqui jogar pedra no Boris Casoy pelo infeliz comentário proferido durante a apresentação do seu jornal na Band. Todo mundo comete gafe e isso é inquestionável. O importante é saber como sair bem dela – e isso, infelizmente, Boris não soube.
Ao fazer algo errado, a melhor atitude a tomar é assumir o erro e mostrar uma saída para reverter a situação. Quando falamos algo errado o modo de agir não é menos importante, tampouco diferente.
A frase de Boris que gerou desconforto e choque em milhares de telespectadores, "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho", me impressionou mais por ter vindo dele do que pelo valor da frase em si. As pessoas são hipócritas demais para dizerem que pensam a mesma coisa, mas sem dúvida alguma Boris não é o único.

Após uma gafe dessas, a primeira atitude a tomar é desculpar-se. Boris fez isso durante um telefonema à Folha Online. Eis sua frase: "Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados. Errei mesmo. Falei uma bobagem, falei uma frase infeliz. E vou pedir desculpas”[1].
Perceberam a infelicidade da frase acima? O melhor que o Boris Casoy poderia ter feito seria dizer apenas que errou, que foi uma frase infeliz e dizer a atitude que tomaria (pedir desculpas). E só.
A partir do momento em que ele diz que os microfones deveriam estar desligados, fica óbvio que suas desculpas foram pro forma. Dando a entender que, para ele, os garis realmente são a escória do profissionalismo e que infeliz foi ele ter falado aquilo no lugar errado, na hora errada, visto que os microfones estavam ligados. Portanto, ele não se arrependeu da frase e do seu conteúdo em si, mas do momento (errado) escolhido para expô-la. O erro de Boris foi querer se justificar. Ninguém justifica uma gafe. Assume.
Boris tentou reverter a situação, mas só fez piorar. Não vou julga-lo por ter dito a primeira frase, pois todos temos algum preconceito, não adianta negar. O que importa é saber quando, como e o que falar, para não cometermos gafes como esta e, quando cometermos, sabermos sair da situação de forma menos constrangedora, e não piorando ainda mais, ao cometer outra gafe por cima.
Quem me conhece desde criança sabe o quanto sou fã do Boris e dos seus comentários nos jornais, mas, como ninguém é perfeito, o famoso bordão do Boris acabou virando contra ele.
Na próxima vez que cometerem uma gafe, não justifiquem, desculpem-se. Justificar-se não é apenas humilhante, mas perigoso e completamente inútil.
[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u673601.shtml
Ao fazer algo errado, a melhor atitude a tomar é assumir o erro e mostrar uma saída para reverter a situação. Quando falamos algo errado o modo de agir não é menos importante, tampouco diferente.
A frase de Boris que gerou desconforto e choque em milhares de telespectadores, "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho", me impressionou mais por ter vindo dele do que pelo valor da frase em si. As pessoas são hipócritas demais para dizerem que pensam a mesma coisa, mas sem dúvida alguma Boris não é o único.

Após uma gafe dessas, a primeira atitude a tomar é desculpar-se. Boris fez isso durante um telefonema à Folha Online. Eis sua frase: "Foi um erro. Vazou, era intervalo e supostamente os microfones estavam desligados. Errei mesmo. Falei uma bobagem, falei uma frase infeliz. E vou pedir desculpas”[1].
Perceberam a infelicidade da frase acima? O melhor que o Boris Casoy poderia ter feito seria dizer apenas que errou, que foi uma frase infeliz e dizer a atitude que tomaria (pedir desculpas). E só.
A partir do momento em que ele diz que os microfones deveriam estar desligados, fica óbvio que suas desculpas foram pro forma. Dando a entender que, para ele, os garis realmente são a escória do profissionalismo e que infeliz foi ele ter falado aquilo no lugar errado, na hora errada, visto que os microfones estavam ligados. Portanto, ele não se arrependeu da frase e do seu conteúdo em si, mas do momento (errado) escolhido para expô-la. O erro de Boris foi querer se justificar. Ninguém justifica uma gafe. Assume.
Boris tentou reverter a situação, mas só fez piorar. Não vou julga-lo por ter dito a primeira frase, pois todos temos algum preconceito, não adianta negar. O que importa é saber quando, como e o que falar, para não cometermos gafes como esta e, quando cometermos, sabermos sair da situação de forma menos constrangedora, e não piorando ainda mais, ao cometer outra gafe por cima.
Quem me conhece desde criança sabe o quanto sou fã do Boris e dos seus comentários nos jornais, mas, como ninguém é perfeito, o famoso bordão do Boris acabou virando contra ele.
Na próxima vez que cometerem uma gafe, não justifiquem, desculpem-se. Justificar-se não é apenas humilhante, mas perigoso e completamente inútil.
[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u673601.shtml
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Etiqueta ao Celular

Tenho percebido o quanto a etiqueta ao celular é algo precariamente entendido entre as pessoas.
Em menos de uma semana já passei por poucas e boas com sujeitos que utilizam esse aparelho tão necessário na atualidade de uma forma tão ridiculamente mal-educada.
Como é sempre muito fácil só reclamar, resolvi, então, dar algumas dicas básicas para utilizá-lo de forma correta, sem perturbar a sanidade dos outros.
1- Quando estiver falando com alguém ao celular em um ambiente fechado – ônibus, restaurantes e shoppings, por exemplo – observe se está falando com um tom de voz baixo. Ninguém quer saber o que você fez na noite passada ou o que vai comer no café-da-manhã.
2- Se estiver na companhia de alguém e estiver esperando uma ligação importante, avise à pessoa com quem você está sobre isso. Não é nada educado interromper alguém falando pra atender a um celular. Afinal, se não foi avisado antes que ele poderia tocar, por que a ligação seria mais importante do que o que o interlocutor fala?
3- Caso você coloque o número do seu celular pessoal no seu cartão de visita profissional, tenha em mente que:
a. Você deu oportunidade para quem recebe o cartão de ligá-lo a qualquer hora do dia, independente de você estar na academia, no salão ou no escritório.
b. Sua caixa postal deve ter uma mensagem séria e não aquelas do tipo: “Oi! Você ligou para Fulana de Tal. No momento tenho coisa mais importante pra fazer, portanto, ligue mais tarde!”. Acredite: esse tipo de brincadeira não cola.
4- Enquanto estiver falando com alguém ao celular:
a. Não mastigue, não beba, não masque.
b. Não fique mudo, como se a linha tivesse caído. Concordo e faça algum ruído que deixe a pessoa na outra linha sabendo que você está escutando.
c. Não fique gritando com seu filho que está correndo de um lado para outro na sala ou conversando com sua secretária. Isso é chato pra quem está do outro lado da linha.
d. Não faça nada que possa tirar sua atenção, como ler, escrever ou assistir a um filme. É deselegante ter que pedir para que a pessoa no outro lado da linha repita tudo por falta de atenção. Se o que ela estava falando era tão desimportante a ponto de você ter começado alguma outra atividade, por que não avisá-la logo? De forma educada, claro.
5- Se você estiver em uma reunião profissional, não coloque aquelas músicas esdrúxulas no seu celular. Ouvir o celular de alguém tocando ao som de Kelly Key e NXZero é o fim. Talvez até do seu emprego. Isso acontecer numa entrevista de emprego, então, nem se fala.
Tem muito mais para se falar sobre etiqueta ao celular, mas esses itens são os básicos que estavam deixando meus nervos à flor da pele e precisava repassá-los aos que se interessam.
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