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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Azul Linhas Aéreas - Parte II

Voltei de viagem pela TAM. O vôo saiu no horário, como sempre ocorreu nas minhas viagens por essa empresa. A comissária de bordo se apresentou de forma indiferente, meio morta e atrás de alguma coisa. Só conseguia ouvir uma voz vinda do além, mas não dava pra ver ninguém falando. Isso é horrível.


As boas-vindas e informações em inglês foram, como de costume, umas lástimas. O cara balbuciava alguma coisa, um dialeto, código interno ou qualquer outra coisa, menos inglês. Não satisfeito com a bizarrice da tentativa frustrada de falar inglês, ele ainda parecia que tava com a língua pesada pra falar. Talvez fosse a preguiça de ecoar algum som, por mais "inintendível" que fosse. Vai saber.

Viajar pela TAM é engraçado porque sempre tem um comissário super simpático e outro que é completamente o oposto. Deve ser uma das normas da empresa, colocar dois comissários homens com graus de simpatia inversamente proporcionais.


O modo com que a comida é distribuída pela TAM é mais organizado. Na Azul, uma comissária passa perguntando a todos os passageiros a bebida que vão querer, anota num papel, volta pra cozinha, pega as bebidas e sai de novo pelo corredor pra distribuir entre os passageiros. Pura perca de tempo. Aquele carrinho da TAM pode ser enorme e obstruir a passagem, mas ainda é mais ágil que ir e voltar duas vezes, como acontece na Azul.


Outra coisa meio estranha é que na Azul as comissárias saem distribuindo os snacks numa cesta presa ao pescoço. Parecem mais aquelas vendedoras de guloseimas do centro de Fortaleza. O produto da Azul, em relação à comida, é melhor, mas o serviço da TAM, sem dúvida alguma, se sobressai.


Quanto ao uniforme, não tem nem comparação: o da TAM é mais bonito, mais elegante e valoriza bem mais o corpo dos comissários, sem ficar vulgar. A apresentação pessoal dos funcionários da TAM também é muito melhor, a maquiagem cai melhor no rosto, o cabelo é mais fixo e a forma de lidar com os passageiros é mais profissional.


Gostei da Azul pela forma descontraída de lidar com os clientes, mas não sei até onde valorizo tanto essa questão a ponto de abdicar de outras áreas que também faço questão, como a pontualidade. Pelo visto ainda vou ficar com a TAM por um bom tempo, até que surja uma empresa que realmente valha a pena a troca.


Adoro a TAM, mas quem disse que hoje em dia cliente é fiel? Se surgir um concorrente melhor no mercado, não hesitarei em trocar. Pensei que a Azul seria esse o tal adversário, mas falhei ridiculamente.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Azul Linhas Aéreas - Parte I

Vim passar o feriado em Fortaleza, com minha família. Pela primeira vez voei pela Azul. O aeroporto de Porto Alegre estava um caos, a fila de embarque dava duas voltar ao redor do aeroporto (da parte interna dele, digo). A sorte era que eu tava com a Bi, uma amiga da Paraíba que também ia passar o feriado com a família, então não fiquei sozinha todo o tempo naquela fila.

Como o avião da Bi, que também ia pela azul, decolaria às 19h40 e já eram 19h25, deixaram que ela entrasse logo na sala de embarque, então fiquei o restante do tempo sozinha na fila, mas ela começou a andar mais rápido, então não foi tanto problema assim.

Chegando na sala de embarque, tinha um aviso informando que o vôo atrasaria em 40min. A bateria do meu note já tava pela metade e só tinha levado meus textos do francês pra fazer, mas já tinha me planejado para escrevê-los apenas no avião, então resolvi comprar duas revistas sobre meio-ambiente e alimentação vegana (esse meu tempo de Castelli tá me deixando meio zen...) pra ficar lendo. Ah, passei no cartão do papai, por sinal. Não que eu não tivesse dinheiro, mas resolvi passar no dele e esqueci de avisar. Esse texto foi a melhor forma que encontrei de dar o recado, já que ele só vai ler quando eu estiver bem longe! Sou esperta?

Enfim, o que eu fiz não importa muito, porque o meu objetivo nesse texto era falar sobre a Azul. Pois bem, o vôo atrasou uma hora e vinte, o cara ou esqueceu de chamar o vôo ou tinha a voz realmente muito baixa, porque um monte de gente, inclusive eu, teve que ir até o balcão para ter certeza de que era o momento de entrarmos em fila.

Depois que entramos no avião e todo mundo se acomodou, a comissária de bordo deu as boas-vindas, mas de uma forma um tanto quanto inusitada:

-Boa noite, pessoal!
-...
-Ah, eu não escutei, vocês estão muito fracos! De novo! Boa noite, pessoal!
-Boa noite!

Eu realmente não pensei que as pessoas fossem responder a isso, mas responderam. Sinal de que, apesar de toda essa seriedade e silêncio, nós ainda gostamos de coisas lúdicas. Confesso ter achado um pouco bizarro de início, mas pelo menos ela me fez rir, coisa que outras companhias aéreas não me proporcionam.

Quem me conhece sabe a cara que eu faço quando estou desgostosa com algum acontecimento e eu estava exatamente com essa feição quando entrei na azul. Afinal, era a primeira vez que viajava pela companhia e ela já estava atrasad. Isso sim me tira completamente do sério, mas essa comissária de bordo conseguiu reverter a situação, pelo menos comigo.

Quando ela foi se apresentar, citou também os nomes das outras duas comissárias e disse: “Vamos todos dar um tchauzinho pra que elas não fiquem enciumadas?”. O pior – ou melhor, o mais engraçado – de tudo era que as pessoas realmente obedeciam! E riam! A gente só via as mãos de todo mundo pro alto, dando tchau pras comissárias que mal conseguíamos ver.

Depois que todas as informações foram dadas em português, alguém falou em inglês, como de costume, mas não sei se foi a comissária. Quem falou não passou muito tempo na apresentação, mas foi o suficiente pra perceber que seu inglês era realmente muito bom. Isso sim, numa companhia aérea, é um feito très étonnant.

As opções para lanche também são diferentes. Podemos escolher entre vários snacks, inclusive integrais. Em outras companhias, o máximo que temos é a chance de escolher entre os sanduíches, isso quando eles são oferecidos.

Duas coisas que eu percebi na Azul é que eles não devem ter um POP para quando o passageiro chama um comissário, porque quando acionamos o botão e alguém vem nos atender, ao contrário do que outras companhias aéreas fazem – desligam o botão assim que chega ao passageiro – a Azul deixa o botão como está, então outro comissário acaba aparecendo depois perguntando se o cliente deseja alguma coisa, porque pensa que ele ainda não foi atendido. Pura perca de tempo para o comissário e inconveniência para o passageiro.

A outra coisa que vi e não gostei foi o uniforme. Além de ser azul e lembrar o Grêmio, ele não é elegante. Parecia que tinha tecido demais ali, como se a roupa não fosse feita sob medida e, por isso, ficasse frouxa na funcionária. Não que o uniforme tenha que ficar colado e marcando tudo, mas uma roupa ser solta é uma coisa, ser frouxa é outra completamente diferente.

No mais, foi isso mesmo. Só mais uma coisa que eles fazem de inusitado: sempre que o avião vai decolar ou aterrissar, a comissária pede para que levantemos a persiana da janela para “apreciar” a vista. Isso, obviamente, não precisa ser dito, mas o fato de alguém se preocupar com nossa vista faz com que nos sintamos mais importantes, mesmo que no fundo não passemos de um simples número de poltrona.

sábado, 20 de março de 2010

O exemplo do Pasteleiro

Hoje fui com Luci e Mary ao pasteleiro. Resolvemos almoçar lá, afinal, é final de semana, dia de extravasar na comida!

Assim que Luci terminou sua aula de francês, ela nos ligou para dizer que já ia pro restaurante. Imediatamente desliguei meu note, coloquei-o na mochila, porque do Pasteleiro íamos fazer trabalho na casa da Luci, e guardei os exercícios do Bender na gaveta da minha escrivaninha para terminá-los mais tarde.

Às 12h15 já estávamos lá, fizemos nosso pedido por volta das 12h25. A Luci pediu o número 6, a Mary o número 5 (tô dizendo os números porque não lembro de que era o pastel) e eu pedi um pastel no forno. Não gosto de frituras. Quer dizer, gostar eu gosto, mas prefiro evitar.

Deu 13h e os pastéis não chegavam. Se o restaurante estivesse lotado, até entenderia, mas levando em consideração que, fora nossa mesa, apenas mais duas estavam ocupadas, tal lerdeza por parte do cozinheiro era, no mínimo, intrigante.

Perguntei ao garçom quanto tempo mais iria demorar. Quando ele saiu para buscar a resposta, fiquei observando o local. Dava pra ver a pessoa cozinhando, então me fixei no cozinheiro que, quando vi, era uma mulher. Uma mulher com uma pintura a la emo. Toda maquiada, com lápis ao redor dos olhos e brincos enormes. Para se locomover pela cozinha, era uma lentidão tão grande que até um cara em obesidade mórbida conseguiria ser mais ágil.

Fora isso, o garçom era muito inseguro, talvez fosse novato. Quase não consegue colocar gelo no copo da Mary quando ela teve que pedir, já que ele tinha levado o copo, mas não o gelo, tampouco perguntado se ela queria ou não.

Quando os pastéis chegaram, às 13h10, estavam ótimos. Mas não tem comida que dê jeito num péssimo atendimento e numa cozinheira toda maquiada numa cozinha quente, borrando o rosto.

Hoje tinham três mesas ocupadas. Se no próximo fim de semana tiver duas, já fico feliz por eles.

domingo, 8 de novembro de 2009

Você é um Bom Administrador?


Se você é o tipo de pessoa que pensa que sem você seu negócio não anda, reveja a forma com que seus negócios são administrados e como seus colaboradores são liderados.

Um bom administrador não fica com todos os afazeres para si, ele delega. Para delegar, um bom administrador não deve ter medo de contratar alguém mais inteligente que si, pelo contrário, deve ter humildade o suficiente para saber que outra pessoa é melhor do que ele em certa área e contratá-lo. Contratando-o, valorize-o. As pessoas gostam de se sentir importantes, não custa nada elogiar.

Transparência é fundamental. Faça reuniões periódicas, estabeleça metas e analise os meios para alcançá-las, dê satisfação de cada ação sua para todos, mostre suas conquistas, isso motiva as pessoas ao redor a terem suas prioridades para com a empresa também.

Trabalho em equipe é fundamental. Dê todas as funções a uma única pessoa, e ela fará tudo e não fará nada. Delegue as funções a cada pessoa de acordo com sua especialidade, e todos farão um pouco que, junto, será tudo.

Falando dos negócios, do financeiro, há aqueles que se empolgam muito com o resultado do final do mês e acham que podem gastar o dinheiro da empresa, como se fossem recuperar tudo no outro mês sem problemas.

Muita calma nessa hora. Nem todo empreendimento possui um lucro linear, constante. Muitos sofrem com a sazonalidade, portanto, na época de vacas gordas, não esbanje. Guarde, invista. Dessa forma, quando chegarem os dias de vacas magras, você não precisará ficar louco atrás de uma forma milagrosa para obter lucro.

Você não sabe se é um bom administrador? Então pergunte a si mesmo: se eu morrer hoje, meu negócio permanecerá funcionando bem? Se a resposta for ‘não’, então busque ajuda. Você pode saber administrar, mas não sabe delegar. E bons administradores delegam.