A vida humana é tão frágil e nós sempre nos achamos tão imponentes. É interessante como podemos ser tão soberbos e nos acharmos tão poderosos, quando somos realmente tão frágeis e sem controle algum sobre nossa vida.
Na semana que mamãe esteve aqui comigo, passei por duas situações que nunca tinha visto. A primeira foi quando voltava da Castelli com duas amigas minhas. Enquanto conversávamos, duas gurias, também alunas da Castelli, iam atravessar a rua (uma esquina) e uma delas quase foi atropelada por uma senhora que, sem reação, carregou a menina enquanto dobrava a esquina e só foi parar o carro depois de alguns segundos. A sorte (pra quem acredita nisso; eu, não) foi que a menina ficou se segurando no carro e andando pra trás pra que ele não passasse por cima dela.
Quando o carro parou, fomos pegá-la no meio da rua, ela ainda estava em pé, tremendo e completamente nervosa. A senhora desceu do carro ainda perdida, ofereceu carona para levá-la ao médico e pediu pra deixar o número dela. Felizmente não houve nenhum problema, só o terno da Castelli que ficou abarrotado.
A outra situação que presenciei foi quando ia pra Castelli no período da tarde. Passando em frente à Gisele, como de costume, um senhor estava caído na calçada, tinham duas pessoas ajudando, outra ligando pra ambulância e um menino chorando chamando pelo avô, que era o homem no chão. O senhor não conseguia respirar direito e tava se tremendo todo.
Nunca sabemos como vai ser o decorrer do nosso dia. A gente sempre parece tão auto-suficiente, tão cheio de poder, mas basta um tropeço, uma falta de atenção ao atravessar a rua, uma simples mudança de trajeto, para fazer com que toda a nossa vida mude de uma hora para outra.
Por isso temos que agradecer a Deus todos os dias pela nossa vida e por acordarmos todos os dias, por mais uma oportunidade que Ele nos deu para recomeçar, para abraçar, rir, pedir desculpas, aproveitar os amigos e a família, conhecer novas pessoas e, acima de tudo, dizer aos que realmente amamos o quanto eles são amados por nós.
Não deixe de dizer às pessoas que você as ama. Amanhã pode ser muito tarde. E não esqueçamos, claro, de dizer a Deus o quanto nós O amamos. Quantas vezes eu oro e nunca verbalizo o meu amor por Ele? Nunca tinha parado pra pensar a respeito, até passar por essas duas situações.
Deus sabe tudo, mas não significa que não queira ouvir da nossa boca o quanto Ele é importante para nós.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Como é bom ter companhia!
Ontem mamãe voltou pra Fortaleza. Ela veio passar uma semana comigo aqui em Canela pra aproveitar o último semestre que tenho no Brasil antes de estagiar na França (isso se não me negarem o visto, claro hehe).
Engraçado que por mais tempo que já tenha morado longe dos meus pais, por mais independente (em certos aspectos) que tenha me tornado, por mais que tenha aprendido a viver sozinha e não sinta tanta saudade quanto antes, basta um dia, um único dia, pra ver que uma boa parte de tudo o que pensava está completamente errado.
Consigo resolver meus problemas, já não preciso mais dos meus pais ligando de Fortaleza pra Canela pra solucionar as besteiras que me afligem; aprendi a preencher meu dia e não ficar entediada; faço meu livro-caixa do jeitinho que papi me ensinou quando ainda era uma pirralha que precisava da mamãe cantando pra dormir e deixo a casa o mais vazio possível pra não me dar trabalho quando tiver que limpar do jeito prático que minha mãe me ensinou. A faxineira faz o trabalho "sujo" depois. Eu só inicio. =P
Mas se tem uma coisa que não aprendi foi a viver sozinha. Aprender a lidar com a saudade, isso eu aprendi. Mas a viver sozinha? Não. E fico muito feliz com isso. O ser humano não nasceu para viver sozinho, se assim o fosse, Adão não se sentiria só e Deus não teria criado Eva.
Claro que precisamos de nossos momentos sem ninguém por perto para descansar um pouco, colocar os pensamentos em ordem, mas isso não é bom quando deixam de ser apenas momentos.
Por mais frio, indiferente ou solitário que fiquemos, precisamos de apenas um dia com pessoas que nos fazem bem para vermos como é infinitamente melhor ter gente por perto, compartilhando o dia, as felicidades, as inquietações, as conquistas, a raiva ou qualquer outro momento, quer seja bom ou ruim, relevante ou não.
Claro que existem também os pontos negativos, mas se tabularmos e compararmos os pontos positivos e negativos, vai ser visível a superabundância dos pontos positivos comparados aos dos negativos.
Com outra pessoa morando conosco, até a refeição fica melhor. Fazia séculos que não tomava café-da-manhã antes de ir pra Castelli, porque o melhor de preparar uma refeição é ter alguém pra dividir a mesa e a conversa. Se for pra comer por comer, pego qualquer besteira na padaria e levo pra casa.
Anyways, mami foi embora ontem e o aniversário dela é hoje. Agora ela tá compartilhando um café-da-manhã delicioso com papai e vovó enquanto coloca toda a conversa em dia.

Obrigada por ter feito companhia pra filhota aqui durante todos esses dias, mami, e por me fazer lembrar que não sei (e muito menos quero) viver sozinha, por mais independente que eu fique.
Você é a melhor mãe do mundo e, de longe, a minha melhor amiga!
Engraçado que por mais tempo que já tenha morado longe dos meus pais, por mais independente (em certos aspectos) que tenha me tornado, por mais que tenha aprendido a viver sozinha e não sinta tanta saudade quanto antes, basta um dia, um único dia, pra ver que uma boa parte de tudo o que pensava está completamente errado.
Consigo resolver meus problemas, já não preciso mais dos meus pais ligando de Fortaleza pra Canela pra solucionar as besteiras que me afligem; aprendi a preencher meu dia e não ficar entediada; faço meu livro-caixa do jeitinho que papi me ensinou quando ainda era uma pirralha que precisava da mamãe cantando pra dormir e deixo a casa o mais vazio possível pra não me dar trabalho quando tiver que limpar do jeito prático que minha mãe me ensinou. A faxineira faz o trabalho "sujo" depois. Eu só inicio. =P
Mas se tem uma coisa que não aprendi foi a viver sozinha. Aprender a lidar com a saudade, isso eu aprendi. Mas a viver sozinha? Não. E fico muito feliz com isso. O ser humano não nasceu para viver sozinho, se assim o fosse, Adão não se sentiria só e Deus não teria criado Eva.
Claro que precisamos de nossos momentos sem ninguém por perto para descansar um pouco, colocar os pensamentos em ordem, mas isso não é bom quando deixam de ser apenas momentos.
Por mais frio, indiferente ou solitário que fiquemos, precisamos de apenas um dia com pessoas que nos fazem bem para vermos como é infinitamente melhor ter gente por perto, compartilhando o dia, as felicidades, as inquietações, as conquistas, a raiva ou qualquer outro momento, quer seja bom ou ruim, relevante ou não.
Claro que existem também os pontos negativos, mas se tabularmos e compararmos os pontos positivos e negativos, vai ser visível a superabundância dos pontos positivos comparados aos dos negativos.
Com outra pessoa morando conosco, até a refeição fica melhor. Fazia séculos que não tomava café-da-manhã antes de ir pra Castelli, porque o melhor de preparar uma refeição é ter alguém pra dividir a mesa e a conversa. Se for pra comer por comer, pego qualquer besteira na padaria e levo pra casa.
Anyways, mami foi embora ontem e o aniversário dela é hoje. Agora ela tá compartilhando um café-da-manhã delicioso com papai e vovó enquanto coloca toda a conversa em dia.

Obrigada por ter feito companhia pra filhota aqui durante todos esses dias, mami, e por me fazer lembrar que não sei (e muito menos quero) viver sozinha, por mais independente que eu fique.
Você é a melhor mãe do mundo e, de longe, a minha melhor amiga!
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